sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Catelyn e Throst: ainda existe esperança!

Boa! Temos uma pista de que talvez a nossa Pequena e o seu Guerreiro Lobo ainda possam vir a ter relevância para a história!

Pois quando ela tenta salvá-lo da morte certa, isto acontece:

"[...] - Pequena...
- Meu guerreiro... - soluçou ela angustiada - Meu amor...
O jarl afastou-se levemente contestando com os olhos marejados de lágrimas:
- Tens que regressar, querida. A tua missão não terminou...
- Então vem comigo e ajuda-me a conclui-la!
- Catelyn... - Ela prendeu o seu rosto entre as mãos e contestou, revoltada:
- Nós jurámos pelo nosso sangue que, na vida e na morte, partilharíamos o mesmo destino. Eu não posso viver sem ti!
O jarl fitou o olhar verde-floresta e volveu, confrangido:
- O vigor que sustenta todos os seres já abandonou o meu corpo. Eu não tenho escolha.
Os dedos de Catelyn moveram-se sobre as faces do seu homem, numa carícia apaixonada, antes de retrucar, com uma frieza inabalável :
- Mas eu tenho... Ficarei contigo, Throst!
[...]
Os seus olhos voltaram a encontrar-se e Catelyn exibiu a mão que ostentava a marca mística que os unia. A cicatriz aberta continuava a sangrar, como se as forças que governavam o universo os convidassem a renovar o voto de amor eterno. Com as lágrimas a escorrerem pelas faces pálidas, a feiticeira confrontou o guerreiro sagrado e inquiriu:
- Não queres estar comigo, Throst?
O meu pai engoliu em seco e revidou:
- Minha pequena... atravessar a eternidade ao teu lado é tudo o que desejo!
E beijou-a com uma paixão que não conhecia limites. Ia para além do corpo. Ia para além do espirito. Ia para além de tudo o que eu imaginava e concebia!
Perante o meu olhar terrificado, os meus pais uniam as mãos e o seu sangue misturou-se, consolidando o pacto que os tornava indivisíveis. Formando o ajuste que os apartaria de mim
...
[...]
... pronunciou os nomes das filhas e dos netos.
[...] Catelyn terminou colocando a mão fechada sobre o peito, antes de a estender ao meu encontro...
[...] - Também te amo, mamã... - O jarl imitou-lhe o gesto e eu correspondi, soluçando:
- Amo.te papá... vou sentir tanto a vossa falta!
[...] E a última imagem revelada foi o sorriso dos meus pais."


Ainda haverá uma esperança? Tem de haver!
 =')


Excerto transcrito do capítulo 17, do V volume da Saga das Pedras Mágicas: Os Três Reinos de Sandra Carvalho
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A Saga das Pedras Mágicas