segunda-feira, 14 de junho de 2010

Para esclarecer os mais curiosos! *Respostas da Sandra*

"Gostava de saber pk é que a escritora opta por nomes estrangeiros para as personagens...ja é uma duvida antiga minha :D 
  E tbm gostava de saber se a escritora associa os familiares desta saga a ter olhos verdes ao facto de serem da mesma família, pois os olhos verdes nau têm genes, logo nau podem ser transferidos em pais para filhos...              Obrigada pela atenção e peço desculpa a longa mensagem...bjus e comprimentos à escritora e a todos os seus fãs!
Ângela Leocádia C.L."

 ( Desde já peço desculpa à Ângela pela demora... pelos vistos tinha o teu comentário guardado nos rascunhos e entretanto só quando estava aqui a fazer uma "limpeza" é que reparei... :S Mas mais vale tarde que nunca nao é?)


Resposta da escritora:
 "Quanto às perguntas da Ângela, as respostas são simples. Já agora, e no que se refere aos nomes, aproveito até para acrescentar outras questões que me costumam colocar, para esclarecer os mais curiosos J.

  A Saga das Pedras Mágicas combina muita pesquisa histórica com elementos fantásticos que provêm da imaginação. Ao escrevê-la, eu quis dar a conhecer a cultura e os hábitos dos Celtas e dos Viquingues, em pormenores que vão desde o modo como se vestiam, à forma como navegavam. Por essa razão, não pude chamar aos meus personagens Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão ou Miguel Veloso J. Tive, obviamente, de escolher nomes de raiz Celta e Nórdica. Além disso, procurei atribuí-los segundo a personalidade que destinara a cada personagem, pesquisando num site que traça os perfis psicológicos do utilizador através do nome.        


 Também.no.site http://www.vikinganswerlady.com/ONNames.shtml se pode ter uma ideia de como, na época, os nomes eram combinados e transmitidos entre gerações. Depois, partindo desses pressupostos, tive de fazer algumas escolhas… Por exemplo, o correcto seria dizer Throst Thorgrimsson, mas optei por Throst, Filho de Thorgrim, por achar que ficaria mais bonito.
Naquele tempo também havia o hábito de atribuir a um recém-nascido o nome de um familiar desaparecido, não só para homenageá-lo, mas também porque se acreditava que, dessa forma, a criança herdaria as capacidades físicas e psíquicas do pai, da avó, do tio… e que, desse modo, os seus espíritos perdurariam. Alguns dos meus personagens receberam nomes inspirados nessa tradição. Depois, à medida que a história se desenvolvia e as famílias cresciam, decidi parar de fazê-lo, pois entendi que, para alguns leitores, tal acabaria por causar confusão.
Quanto à repetição de nomes em pares, não sucedeu porque de repente me faltou a inspiração. São escolhas pessoais, algumas bastante ponderadas. É o caso da Edwina e do Edwin, que ao serem gerados no mesmo instante, com destinos entrelaçados, me pareceu fazer todo o sentido que partilhassem o mesmo nome. E isso foi pensado muito antes de eles entrarem na história, pois havia uma série de factores a ter em conta para que, no fim, tudo se conjugasse. Outro exemplo é a Helga e o Helgi, cujos nomes significam “sagrada(o)”. Lembram-se quando Aesa disse, no prólogo de “Lágrimas do Sol e da Lua”: “As duas crianças viverão, porque são sagradas para mim.”?
Por último, alguns nomes não são apenas consequência da pesquisa por cultura, época e perfil psicológico, mas também de uma conjugação de ideias. 


Por exemplo, Halvard resulta da combinação de hall (pedra) com vard (guardião ou defensor). Em “Os Três Reinos”, Edwina explica que escolheu o nome do filho com cuidado, na esperança que este determinasse o seu futuro. Ou seja, que ao invés de se tornar inimigo do Homem, Halvard crescesse abençoado pela Pedra do Tempo e, no futuro, se tornasse um Guardião. Kelda significa “nascente” ou “fonte”. E a nossa Edwina também nos fez o favor de explicar o porquê desse nome.
Como podem ver, todos os nomes na Saga têm uma história para contar, uma razão de ser, um significado para desafiar os leitores mais curiosos. Se dá trabalho compô-los desta forma…? Dá! Muito!!! Mas também é bastante divertido!!!


No que se refere à outra questão da Ângela, já é do vosso conhecimento que, quando comecei a escrever a história que deu origem aos livros “A Última Feiticeira” e “O Guerreiro Lobo”, não me passava pela cabeça que, um dia, haveriam de ser publicados. Logo, estava a escrevê-los para divertir e comover aqueles que me eram chegados e queridos. Ora, a minha avó e a minha mãe tinham os olhos mais bonitos que a imaginação pode conceber. Olhos de um verde puro… Olhos verde-floresta.
Ao imaginar as minhas personagens, não tive a minúcia de seguir as leis de Mendel, de criar tabelas de probabilidades e andar a combinar alelos. Até porque, como sabem, os olhos até mudam de cor mediante o nosso estado de espírito, a luz que recebem, etc. (e ainda bem que assim é, porque, de outro modo, não teria sido tão divertido compor o Lysander e os seus olhos azuis estrelados)!!!
Por que é os olhos dos familiares desta saga são verdes? Porque na minha família predominam os olhos verdes. Algum dos personagens foi inspirado em alguém em especial? Não. Todos são parte de mim; produtos da minha vivência. Se eu conheço um Throst, uma Catelyn, uma Myrna, uma Halldora, um Sigarr, uma Kelda…? Conheço. Muitos! Eles vivem dentro de cada um de nós.
Beijinhos para todos"

Espero que vos tenha esclarecido!! 
Beijinhos ^^
Postar um comentário

A Saga das Pedras Mágicas