terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Entrevista a Sandra Carvalho...

"Através de uma iniciativa levada a cabo pelo Marcador de Livros e a Editorial Presença os seguidores deste blogue tiveram oportunidade de colocar algumas questões à autora da Saga das Pedras Mágicas, Sandra Carvalho. Eis o resultado final:
Ps: Aqui constam apenas algumas perguntas mais relevantes:

Marcador de Livros (ML) - Como surgiu a ideia de escrever um livro e de como torná-lo numa saga?
Sandra Carvalho (SC) - Não consigo precisar o momento em que esta história começou a tomar forma. Só para terem uma ideia, fiz apontamentos sobre o modo de vida dos Viquingues nos meus cadernos do 7º. ano, que inspiraram algumas cenas dos primeiros livros. Por isso não será exagero dizer que a Saga das Pedras Mágicas me acompanha desde sempre. Ao longo do tempo fui fazendo pesquisa sobre as civilizações Celta e Viquingue, porque despertavam o meu imaginário e a minha paixão. Escrevia por puro prazer, para a família e os amigos, sem nenhumas pretensões. Publicar era algo que nem ocupava o meu pensamento, como um sonho impossível de realizar, até porque tinha consciência de que as editoras não aceitariam apostar em alguém desconhecido, principalmente quando o que estava em causa era um romance fantástico. Entretanto, a Saga foi ganhando forma e crescendo, a par de outras histórias. O meu marido foi o primeiro a ler o manuscrito, que mais tarde chegaria até vós como “A Última Feiticeira” e “O Guerreiro Lobo”. Ficou tão entusiasmado que “decretou” de imediato que este devia ser submetido ao parecer de uma editora. E eu entrei literalmente em pânico! Achava que a crítica de um profissional ao meu trabalho seria o fim do mundo… bem, pelo menos o fim da enorme satisfação que retirava da escrita! No entanto, como sabia que ele ia persistir nessa convicção, comecei a ler e a reler a história. Levei cerca de três anos a corrigir o que estava mais do que corrigido, e a tecer um esboço do rumo que pretendia dar à Saga, desde as “Lágrimas do Sol e da Lua, até à “Sacerdotisa dos Penhascos” e ao desenlace final. Por fim, o meu marido cansou-se de esperar que eu me decidisse. Foi ele quem pôs o manuscrito num envelope e o enviou para a Editorial Presença, porque era a editora que tinha acabado de abrir as portas a autores portugueses, nomeadamente no género fantástico, com a publicação das Crónicas de Allaryia, do Filipe Faria. E assim se iniciou esta aventura…


ML - Em que baseou para escrever esta saga, qual foi a inspiração?
SC - A par do interesse pelas culturas Celta e Viquingue, acho que fui bastante influenciada pelo facto de ter nascido e crescido em Sesimbra, entre a serra e o mar, no seio de uma família de pescadores. Depois, tudo o que fui aprendendo ao longo da vida, a família, os amigos, os amores, os risos, as lágrimas, os medos, as decepções e as esperanças acabaram por formar a minha personalidade e compor a minha escrita. A Saga é um acto de paixão, por isso não é difícil despertar a inspiração.



ML - Costuma procurar saber as opiniões dos seus leitores?
SC - Tenho de dividir a escrita com o trabalho, a família e os amigos, por isso resta-me pouco tempo para navegar na rede à procura de algo que não esteja relacionado com a pesquisa para a Saga. O meu contacto com os leitores é pessoal. Todos os dias recebo mensagens que me deixam bastante satisfeita e emocionada, e às quais faço questão de responder. É muito bom saber que, através da escrita, tive a honra de colorir os sonhos de alguém e, até, por vezes, influenciar positivamente a sua vida. Daí o peso da responsabilidade! Também gosto muito de visitar as escolas e contactar com os jovens, para lhes contar a minha experiência e deixar a mensagem de que, por mais que os seus sonhos pareçam impossíveis, vale sempre a pena lutar para realizá-los. E ADORO estar nas Feiras do Livro e conversar com os meus leitores. Nessas ocasiões, o entusiasmo de partilhar esta aventura é tão grande que até esqueço que sou tímida e falo pelos cotovelos!



ML - Qual o maior sonho que gostaria de atingir com a sua escrita?
SC - Ver o projecto da Saga a ganhar vida e receber o apoio dos meus leitores já é a concretização de um grande sonho. Agora, há que continuar a trabalhar com afinco, para que esse sonho não se desvaneça. É óbvio que, um dia, gostaria de poder dedicar-me inteiramente à escrita. Contudo, por enquanto, vou dando passos pequeninos, enquanto desfruto da alegria de partilhar esta aventura. "



Para ver o resto da entrevista vai a: http://marcadordelivros.blogspot.com/
Postar um comentário

A Saga das Pedras Mágicas